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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Última Fronteira – Lisboa em Tempo de Guerra


A semana passada fomos ver esta exposição e gostámos bastante.

Em 1939, assim que teve início a Segunda Guerra Mundial, Portugal declarou a sua neutralidade no conflito, tornando-se a única esperança de sobrevivência para milhares de pessoas.
Lisboa era, então, um dos únicos portos livres da Europa, ponto de encontro e sala de espera de todos aqueles que fugiam ao nazismo. Aos refugiados, exilados e apátridas apenas restava esperar pelo navio salvador que os levaria para os Estados Unidos da América. O importante era fugir para o mais longe possível do inimigo.
 






















Na base desta mostra inteiramente dedicada aos anos 40, está o livro Lisboa, uma Cidade em Tempo de Guerra, da autoria de Margarida Magalhães Ramalho, que, em conjunto com António Mega Ferreira, é responsável pelo comissariado da exposição.
Composta por material proveniente de diversos acervos, a mostra conta com fotografias, documentos, trajes e objectos de decoração, reproduções de cartazes publicitários, mobiliário comercial, doméstico e urbano, maquinaria de comunicação, acessórios e filmes que ilustram o papel da cidade no tempo da Segunda Guerra Mundial, época em que Lisboa se tornou um horizonte de esperança para milhões de pessoas, um oásis de neutralidade, a última fronteira para o acesso à liberdade.
Texto retirado daqui.

A exposição A Última Fronteira – Lisboa em Tempos de Guerra está patente no Torreão Poente do Terreiro do Paço.
Até 15 Dezembro, diariamente, das 10h às 20h
Bilhete: 3 euros.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Fernando Pessoa - Plural como o Universo

Esta semana, o almocinho cultural com a minha amiga PM foi passado a ver esta exposição que recomendo vivamente. É uma excelente aproximação ao mundo do Pessoa, que apesar de bastante complexo, é aqui mostrado com bastante clareza. Está muito bem montada, num espaço amplo e multifacetado onde as novas tecnologias estão bem aproveitadas. Mas vou-me socorrer do texto de apresentação da exposição para vos dar uma ideia melhor.
Exposição dedicada a Fernando Pessoa e aos seus heterónimos, que pretende mostrar toda a multiplicidade da obra do grande poeta de língua portuguesa, conduzindo o visitante numa viagem sensorial pelo universo de Pessoa, para que leia, veja, sinta e ouça a materialidade das suas palavras.
Fernando Pessoa, Plural como o Universo tem várias componentes. Um dos espaços é reservado à apresentação, em compartimentos delimitados, do ortónimo e dos quatro mais importantes heterónimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares. Noutra parte, encontra-se uma recolha de textos, cuja tónica é mostrar como puderam conviver, no espírito de Pessoa, os heterónimos, os escritos autointerpretativos e todos os outros projetos que o poeta ia desenvolvendo, num processo dinâmico e simultaneamente solitário. A exposição inclui ainda documentos inéditos, pinturas e alguns objetos nunca antes expostos em Portugal.
Fundação Calouste Gulbenkian; Todos os dias 10h-18h; Entrada: 4€

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vik Muniz

No almocinho cultural desta semana, ao chegar ao CCB, tivemos a agradável surpresa de ver que a exposição do artista brasileiro Vik Muniz tinha sido prolongada até 29 de Janeiro.


                     Material : soldadinhos de plástico

O Vik Muniz tem um percurso interessante, começou por ser escultor e ao fotografar as peças que criava para vender por catálogo, apaixonou-se pela fotografia. Portanto pode dizer-se que ele é fotógrafo (e de facto o que nós vemos são fotografias) mas o trabalho conceptual e estético por trás dessas criações é surpreendente. Sobretudo na utilização dos materiais.

                                 Material : chocolate

A maior parte do seu trabalho fotográfico pertence a séries às quais se dá o nome de "quadros". Um quadro pode ser qualquer coisa: pintura, desenho, fotografia. Na verdade, as fotografias de Muniz são quadros, são mais do que imagens fotográficas de cenas e objectos captados por uma câmara fotográfica. Empregando a fotografia apenas como um meio para sintetizar uma complexa selecção de ideias inter-relacionadas, considerações técnicas e inquietudes intelectuais, Muniz reuniu, às vezes numa só imagem, temas que questionam a complexidade da percepção visual, desde a história de arte, as técnicas criativas e documentação, a assuntos mais sociais e políticos. 
 
                                         Material : lixo

Vik Muniz não cultiva a cópia como uma simples nova leitura ou captação de um processo apenas para a obtenção da composição de uma imagem. Ele não está interessado apenas em cópias perfeitas, pastiches de obras reconhecidas ou de fotos famosas. O que se percebe é que, a partir de uma imagem - a partir de uma representação - na solidão da paciente elaboração de seus trabalhos, ocorre uma positiva diversidade na opção de meios para as suas "matrizes" - papéis perfurados, algodão, chocolate líquido, açúcar, lixo, arame, pó, serradura, geleia, alfinetes. Via Infópédia.
 
                           Materiais: caviar e diamantes.



Se puderem, não percam. Está no CCB e é gratuita. Só até 29 de Janeiro.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Teatro Romano de Lisboa

No último 'almocinho cultural' a minha amiga PM levou-me a um sítio que eu nem sequer sabia que existia em Lisboa, o Teatro Romano. Contorna-se a Sé pelo lado esquerdo de quem sobe, galgam-se estas escadinhas...
...e vai-se dar ao Museu do Teatro Romano.
O Museu contém poucas peças do antigo Teatro, basicamente algumas colunas e elementos arquitectónicos, que terão adornado o espaço cénico em época romana. Instalado num edifício seiscentista, remodelado ao longo dos séculos, o Museu do Teatro Romano engloba múltiplas áreas onde se expõem testemunhos arqueológicos. Estes vestígios remetem-nos não apenas para a época do Teatro (séc. I), mas também para outros vestígios que testemunham uma intensa ocupação deste local.
O Museu tem uma vista deslumbrante.
Visto o Museu, atravessando a porta do pátio e a Rua de S. Mamede, o espaço museográfico prolonga-se pelo outro lado da rua, onde podem ser vistas as ruínas do antigo Teatro romano da cidade de Olisipo que à época seria assim.
Mas o que se vê é isto.
Consegue-se perceber a configuração do Teatro e alguns pormenores interessantes. Eu como adoro ruínas e 'ver pedras' como alguns lhe chamam, adorei.
Aqui podem ver uma reconstituição digital do espaço em 3D. A entrada é gratuita. Podem ler mais no site do museu em www.museuteatroromano.pt

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

a memória do sítio


Para terminar em beleza os almocinhos culturais deste ano, eu e a minha amiga PM decidimos ir ver a exposição «L’Hôtel Gulbenkian, 51 avenue d’Iéna. Memória do Sítio» na Fundação do mesmo nome. Desta vez a minha sobrinha I. também veio, o que tornou esta visita ainda mais agradável.

Foto de Jorge Molder

A exposição dá a conhecer a história da Casa de Calouste Sarkis Gulbenkian em Paris, situada no nº 51 da Av. d’Iéna, em estreita relação com o percurso excepcional do seu proprietário, coleccionador e homem de negócios, e com a Fundação que legou a Portugal.

A casa foi adquirida em 1922 pelo Coleccionador, para aí residir com a família e instalar a sua colecção de obras de arte. Para ilustrar a história deste lugar, desde as obras realizadas e respectivos protagonistas, passando pelas vivências da Casa e a personalidade do seu proprietário, apresentam-se variados documentos, plantas, alçados, desenhos e dispositivos audiovisuais.
(retirado do site da exposição)


A exposição é interessante e revela muito sobre a personalidade do Gulbenkian e dos seus gostos pessoais. Só para terem uma ideia, quem lhe desenhou as banheiras foi o Lalique, que lhe projectou ainda portas e vitrinas. Depois é impressionante ver que a casa estava decorada com todas as obras de arte que hoje estão no Museu Gulbenkian. Os criados deviam tremer cada vez que tinham que limpar o pó lol. O bilhete dá direito também a visitar o Museu, o que faz todo o sentido pois alí podemos ver ao vivo as obras de arte que vemos nas fotografias.

Preço: €4
Onde: Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.