terça-feira, 11 de maio de 2010

eye candy

who's afraid of virginia wolf?


O meu amigo R., como sabe que sou fã da Elizabeth Taylor, mandou-me este presente,uma imagem da Taylor que descobriu numa Life de Junho de 1966, anunciando uma Liz explosiva em "Quem tem medo de Virginia Woolf?".


E tem toda a razão porque neste filme tanto ela como o Richard Burton têm um verdadeiro duelo titânico e duas das melhores interpretações do séc. xx.

Baseado numa peça de teatro do Edward Albee, o filme passa-se numa noite em que Marta e George, um professor catedrático e a sua mulher são anfitriões de um novo professor e da sua mulher, ambos recém chegados à universidade, para um serão de boas vindas.


Mas à medida que a noite avança e o álcool aumenta, as discussões vão mostrar uma relação intensa de amor/ódio que rapidamente alastra e envolve o jovem casal convidado.


Excelentes diálogos, uma boa realização do então estreante Mike Nichols, mas sobretudo grandes interpretações fazem deste filme uma verdadeira obra-prima a não perder.


Na época especulou-se muito e disse-se à boca cheia que aquela era a realidade do casal Taylor/Burton e que portanto não tiveram que se esforçar o mínimo para representar as personagens. Para provar o contrário, aqui fica uma foto deles num intervalo da rodagem.



Fizeram muitos filmes juntos, mas este é sem dúvida o melhor.



Por este trabalho, foram os dois nomeados para o oscar do melhor actor e actriz principal: ele perdeu, ela ganhou. Mas mereciam ter ganho os dois.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

it's mondey, i love you




Estou com saudades do meu amor que ainda não chegou a casa.
Esta é para ti baby.

domingo, 9 de maio de 2010

chuva...

...é o que não vai faltar, mas mesmo assim tenham uma boa semana.



Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

sábado, 8 de maio de 2010

royale but not with cheese

O Royale é ao pé do Teatro da Trindade, no Chiado, e é dos sítios onde gostamos de almoçar aos fins-de semana. O espaço é muito agradável, a cozinha embora não muito variada é óptima e o serviço agradável.


Eu gosto especialmente da tostada de salmão com alcaparras, que aconselho.



O Royale fica no Lg. Rafael Bordalo Pinheiro, nº29 ao
Chiado.
Espreitem mais em /www.royalecafe.com

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tchaikovsky e eu

Piotr Ilitch Tchaikovsky nasceu a 7 de maio de 1840 em São Petersburgo e hoje celebra-se o 170º aniversário do seu nascimento. Esta é uma data que não poderia deixar passar em branco porque o meu amor pela música erudita ou clássica, como lhe quiserem chamar, nasceu com ele.
A minha mãe adorava ballet e desde pequeno que me levava aos espectáculos para ver as obras mais acessíveis e lúdicas para uma criança. Assim a minha infância foi passada a ver muito ballet nomeadamente "O Lago do Cisnes", "O Quebra-Nozes", "Romeu e Julieta", tudo obras de Tchaikovsky.
Confesso na altura gostava não muito de dança clássica mas estas idas ballet educaram-me o ouvido e abriram-me horizontes para explorar a música clássica de outra maneira. E na minha adolescência comecei a ouvir concertos, sinfonias, ópera e deixei definitivamente o ballet para trás.
No entanto, ainda hoje gosto muitíssimo do "Sawn Lake", a música é linda, a história também e é dos poucos ballets que já vi ao vivo várias vezes durante a vida. Deixo-vos aqui um trecho para matar saudades.



Adoro este "Pas de Quatre".



Tirando os bailados, a restante obra do Tchaikovsky só conheci mais tarde e devo confessar que sou fã das sinfonias e dos concertos e este para mim é especial.



No meu coração de musicólogo, o Tchaikovsky foi o meu primeiro amor.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

mas afinal, este blog é sobre quê?

livros, sol e boa companhia


Hoje eu e a PM decidimos fazer mais um almoçinho cultural e como estava um verdadeiro dia de primavera, escolhemos dar umas voltas na Feira do Livro.

Achei a Feira bastante melhor do que nos anos anteriores. As novas bancas são bastante mais bonitas que as anteriores. Há mais espaços de convívio e lazer com mesas e cadeiras, bastantes espaços dedicados às crianças e a oferta em termos de livros e preços bastante razoável. Nota positiva portanto.


Eu não resisti e comprei esta biografia "Brando Unzipped" traduzido como "Brando mas Pouco" do Darwin Porter, um conhecido jornalista do The Miami Herald. Este livro com 754 páginas promete ser um verdadeiro manancial de informações sobre a vida íntima de Brando e do seu envolvimento com o star system da época. Resta saber a credibilidade das fontes.
A ver vamos, depois eu conto.


A hora de almoço revelou-se uma boa escolha porque estava meio vazia, o que nos permitiu andar a ver os stands com mais calma. Claro que só vimos um dos lados da Feira porque ainda tínhamos que almoçar e voltar para o trabalho. Mas valeu a pena.


A Feira do Livro está no Parque Eduardo VII em Lisboa até 16 de Maio.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

star power

Eu adoro o Adam Lambert e embora tenha perdido o concurso, foi a grande estrela do "American Idol". O público adorou a voz, a beleza e o magnetismo em palco. Ele é de facto muito bom, na minha modesta opinião, como podem constatar neste medley do Bowie.



Mas quando começaram a surgir estas fotos na net, o "gossip" tornou-se geral e tema de abertura de telejornais. "Ele era gay...uahau!!!"







O assédio foi infindável mas ele aguentou-se sempre muito bem.
E não deve ser fácil.




The Glam Rock is back!





For your consideration.





Me gosta.

terça-feira, 4 de maio de 2010

l'année dernière à Marienbad

Este é considerado um dos filmes mais enigmáticos e misteriosos da história do cinema e é também um dos meus favoritos de sempre. Realizado por Alain Resnais e escrito em colaboração com Alain Robbe-Grillet, um dos nomes chave do nouveau roman é um objecto único e indefinível. É uma das obras incontornáveis da nouvelle vague e o arquétipo do "art film" por excelência.


Num hotel de luxo, um homem encontra uma mulher que diz ter conhecido no ano anterior no mesmo local. Ela nega ser essa pessoa, mas os seus actos são ambíguos e as respostas vagas.

Entretanto surge outro homem. Seria o seu marido? Quem é ele afinal? Numa narrativa fragmentada, memórias, fotos, frases ditas, entoações. Um crime pode ter acontecido… A narrativa remói fragmentos da memória, mas será que essas memórias são verdadeiras? O que aconteceu de facto no ano anterior em Marienbad?
Este filme não teria a força que tem sem a presença extraordinária da Delphine Seyrig (1932-1990), uma grande actriz, com um talento e elegância raras. Trabalhou com o Truffaut, Buñuel, Demy, Losey e com a Marguerite Duras na obra-prima "India Song".



Imprescindível.

domingo, 2 de maio de 2010

domingo à noite

ventania



Como disse no post anterior, ainda estava com esperança de dar um salto até à praia mas com a ventania que esteve durante todo o fim-de-semana foi impossível. Esteve mesmo desagradável. Mas deu para descansar, ler um bocado e dormir umas sestas. Já não é mau.

Embora lhe reconheça todas as suas qualidades não gosto do vento, sobretudo porque geralmente também quer dizer frio. Mas adoro ventos quentes. Na Sícilia, em Scopello, apanhámos o Sirocco, o vento quente que vem do norte de África e é uma maravilha, sobretudo à noite...é tão bom, é uma sensação muito agradável porque paradoxalmente apesar de ser quente é muito refrescante.

Estive agora a ver as previsões do tempo e o vento mantém-se pelo menos até terça-feira.:(