sábado, 5 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
começar de novo
Ontem foi dia de festa. A nossa amiga B. fez um ano que está limpa. As drogas e o álcool entraram-lhe de rompante pela vida dentro e ela nunca mais foi a mesma. Como na maior parte dos casos, começou com as saídas à noite e por brincadeira. Mas as drogas são gulosas e ela, sempre a achar que estava a controlar tudo, afundou-se numa espiral de coca e whisky que lhe arruinou a vida em termos emocionais e materiais. Felizmente, conseguiu ver a tempo que ou parava ou o fim se aproximava rapidamente. Sucederam-se desintoxicações, internamentos, recaídas e mais recaídas até que através de muito esforço e vontade conseguiu descobrir dentro dela a força necessária para encontrar um novo caminho. Mas como devem calcular, não é fácil para ela e nem para quem tem estado ao lado dela durante todo este tempo. Mas há que ser perseverante e dar tempo ao tempo. É uma situação muito parecida como chorar um grande amor que se foi. Fica-se destruído, em perda permanente e nunca se esquece. Ontem falávamos os dois sobre isso. Mas depois o tempo ajuda, cura tudo ou quase. Hoje ela está muito diferente, mais forte mais viva e com um brilhozinho nos olhos. Começar de novo não é fácil, mas não é de todo impossível. Força aí miúda, que para a frente é que é o caminho. Estás de parabéns e sabes que podes contar sempre connosco.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Garden Shed
Garden Shed is designed by architect Ville Hara and designer Linda Bergroth for Kekkilä Garden’s Home & Garden collection. It is a unique prefabricated garden shed that combines a green house with storage space and comes in ready made elements that can be assembled by simply using a screwdriver. The Garden Shed is made from Finnish pine and safety glass and equipped with automatic openers to control the temperature inside.
Adorei este abrigo de jardim pré-fabricado. Romântico, bucólico e muito aconchegante. Mas para dormir é que não era porque só consigo dormir num quarto completamente às escuras. ;)
terça-feira, 1 de novembro de 2011
in memorium
Hoje é o Dia dos Mortos e todos temos os nossos. A nossa relação com a morte é tudo menos pacífica talvez porque, como dizia Morin - "A dor, o terror, a obsessão da morte têm um denominador comum: a perda da individualidade, o aniquilamento do ser. A ideia da morte não é nada mais do que a ideia da perda da individualidade, e o complexo d e perda dessa individualidade é traumático, visto que a morte destrói a consciência do ser. Daí o homem forjar o mito da imortalidade, que nada mais é do que a firmação da individualidade além da morte."
Acredito nestas palavras mas penso que morrermos não é que nos custa mais, mas sim a morte dos que amamos. Essa é a dor que perdura em nós pelo facto de não podermos estar mais juntos, de nunca mais nos olharmos, de nunca mais nos tocarmos. E quanto a isso, não há nada a fazer.
Os meus mortos vivem dentro de mim e os cemitérios não me metem medo. Mas arrepiam-me porque neles se vê, com crueza, a forma como o esquecimento se impõe sobre os túmulos rasgados pelo tempo com as suas flores murchas e as suas jarras de plástico. Mas também são sítios fascinantes e misteriosos, onde por vezes a imagética e a estatuária conseguem traduzir de forma ímpar a dor no momento da partida.
Este post é em memória de todos os meus que partiram e já só vivem dentro de mim. Requiescat in pace.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



































