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sexta-feira, 24 de maio de 2013

first look























Angelina Jolie já encarnou a minha bruxa favorita mas só a vamos poder ver em 2014!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Casa do Cinema

Na Rua da Rosa, em Lisboa, foi apresentado ontem um novo espaço que junta nove associações de cinema sob um mesmo tecto. Um projecto abraçado pela câmara de Lisboa que faz todo o sentido.

Ler mais aqui.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

amour




Fui ver e saí de lá cilindrado. É como se desfolhássemos as últimas páginas de uma historia de amor ao som do que ela tem de mais terrível: a velhice e a morte.
A realização milimétrica aproxima-nos daquelas duas personagens de uma forma quase obscena mas isso dá ao filme uma enorme força. Para além de levantar inúmeras questões incómodas para as quais não queremos olhar, brilhantemente sintetizadas na personagem da filha.

Não é um filme bonito de se ver,
mas é um grande filme.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Anna Karenina























Apesar das más criticas dos especialistas e amigos, fui ver a nova versão da "Anna Karenina' e saí do filme com um mix-feelings...










A Keira Knightley  é um erro de casting  e a ideia de tudo se passar num teatro nem sempre funciona, mas há cenas de verdadeiro cinema. A adaptação do livro é excelente, o realizador tem ideias, umas mais conseguidas que outras, a banda-sonora surpreende, enfim, é um filme que corre demasiados riscos para agradar a toda a gente, mas eu gostei.





















Já para não falar no Aaron Taylor-Johnson que faz um Count Vronsky de se lhe tirar o chapéu.

Cutchi cutchi!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ARGO

Uma excelente surpresa o terceiro filme do Ben Affleck. Tem um bom argumento, ainda por cima verídico. Tem estilo, ele recria muito bem o espírito de cinema americano dos anos 70 e tem uma montagem impecável que gere a tensão de uma forma muito eficaz.. Gostámos bastante.















E ele está giro que se farta ;)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Christopher And His Kind (2011)



O filme completo. Vale a pena.
Tenham um fim-de-semana cinematográfico ;)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Weekend

Il 'maestro' Luchino Visconti nasceu neste dia e não posso deixar passar esta data sem uma pequena homenagem a um dos meus realizadores favoritos.

Penso sobretudo na malta mais nova que não conhece a obra deste realizador (e encenador)  pode ter aqui uma oportunidade de descobrir uns quantos filmes que são verdadeiras obras-primas.

Vai estar um fim de semana chuvoso, por isso saquem um dos filmes da net  e descubram do que o cinema feito. Para os que já conhecem, revejam porque há sempre uma leitura nova.

Tenham um fim-de-semana aconchegado. :)

Sentado à esquerda durante a rodagem de 'O Leopardo', 1960.

Podem ver um bom documentário sobre vida e obra aqui.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Nos pés de James Bond

É uma imagem de marca de James Bond, desde os tempos heróicos de Sean Connery até à mais recente encarnação de 007, Daniel Craig. Ou seja: a pose, metódica e geométrica, de um gentleman cuja postura austera nunca é posta em causa, mesmo pelas acções mais surreais.
No novo filme de Bond — Skyfall —, o guarda-roupa de Craig tem assinatura de Tom Ford e os sapatos provêm da Crockett & Jones. Aqui ficam, então, os elegantes instrumentos da arte de bem caminhar segundo 007.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Marlene Dietrich's last song


Na sua derradeira aparição no grande écran ('Just a Gigolo', 1978), a mítica Marlene Dietrich canta esta canção doce e amarga que eu nunca esqueci. A qualidade do som é terrível mas mesmo assim vale a pena  assistir a este momento tão nostálgico.


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

RIP - Arthur Penn (1922–2010)



"Bonnie & Clyde" é para mim a obra-prima deste realizador americano que apesar de ter uma carreira recheada de filmes interessantes, nunca mais atingiu a perfeição como nesta obra de 1967. Excelentes interpretações com destaque para a Faye Dunaway, aqui no seu primeiro grande papel e com o qual se tornou uma estrela do dia para a noite.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Fui finalmente ver o tão polémico "Inception" que tem gerado paixões e ódios a torto e a direito. Pelos vistos ou se ama ou se odeia. Eu sou dos primeiros. Adorei o filme! Muito mesmo. Encheu-me as medidas ; )

Não me vou adiantar sobre o argumento, até porque não quero aqui spoilers que possam estragar a vossa visão do filme. Mas a história, embora não seja nada de novo (é um "heist movie"), está trabalhada de uma forma surpreendente e muito original. À medida que o filme avança e o enredo se desenvolve, cada vez se torna mais interessante e nos agarra à cadeira do cinema. O filme tem alguns buracos no argumento ou seja coisas (poucas) que não são muito bem explicadas, mas que acabam por não prejudicar o filme no seu todo.

É também um grande filme de acção, com sequências magníficas em termos visuais, mas ao contrário de muitos outros filmes, os efeitos especiais (muito bons) são absolutamente necessários à narrativa. É um "blockbuster" de autor, coisa rara hoje em dia, e para mim é o melhor filme do Christopher Nolan. O "Dark Night" ao pé deste, é um filme para a terceira idade lol.

Excelente realização, uma montagem impecável que quase não nos deixa respirar, uma fotografia em tons quentes que servem na perfeição os ambientes oníricos da acção, fazem de "Inception" um dos melhores filmes do ano.
Nota positiva para os actores, com destaque especial para o Joseph Gordon-Levitt.
A não perder. De forma nenhuma.

terça-feira, 20 de julho de 2010

o talentoso mr. sapcey



James Stewart, Al Pacino, Clint Eastwood e mais. Brilhante.

Via "Amorita", nos links aqui ao lado.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

um segredo a descobrir


Excelente o filme argentino "O Segredo dos Teus Olhos" que acabámos de ver. Um argumento sólido, uma história que não pára de nos surpreender num misto de policial e romance que nos mantém agarrados ao écran durante as quase duas horas e meia de duração, que passam a correr diga-se.


O filme é de 2009 e só agora estreou por cá, certamente porque ganhou o oscar para o melhor filme estrangeiro. Excelente trabalho do realizador Juan José Campanella a tratar uma história repleta de flashbacks, que aqui são o centro de uma narrativa toda ela salpicada de laivos de humor verdadeiramente irresistíveis.


Brilhante o trabalho dos actores num casting perfeito, com destaque para o personagem de "Sandoval", na foto é o de óculos, numa composição notável entre o terno e o burlesco.
Imperdível. Em Lisboa está no Cortes Inglês.

domingo, 23 de maio de 2010

epifania

Adoro cinema italiano e por cá estreiam poucos filmes.

Este "Io Sonno L'Amore" relata o desmoronamento de uma família da alta burguesia milanesa pela tragédia e pelo amor. E é o amor que provoca esse desmembramento, esse espelho que se parte. Há uma epifania. Um momento em que tudo deixa de fazer sentido. Como ela, nós não só provocamos como somos muitas vezes os actores das nossas próprias tragédias.

Até aqui nada de novo, mas a realização consegue ter a sensibilidade de ver esta história de todos os pontos de vista e dá várias camadas de leitura que enriquecem a narrativa. Sobretudo porque se trata de uma família.

Há algo de Visconti nesta saga familiar em rota com o seu próprio destino, nem que seja pela presença da Marisa Berenson a lembrar sempre a "Morte em Veneza".

terça-feira, 11 de maio de 2010

who's afraid of virginia wolf?


O meu amigo R., como sabe que sou fã da Elizabeth Taylor, mandou-me este presente,uma imagem da Taylor que descobriu numa Life de Junho de 1966, anunciando uma Liz explosiva em "Quem tem medo de Virginia Woolf?".


E tem toda a razão porque neste filme tanto ela como o Richard Burton têm um verdadeiro duelo titânico e duas das melhores interpretações do séc. xx.

Baseado numa peça de teatro do Edward Albee, o filme passa-se numa noite em que Marta e George, um professor catedrático e a sua mulher são anfitriões de um novo professor e da sua mulher, ambos recém chegados à universidade, para um serão de boas vindas.


Mas à medida que a noite avança e o álcool aumenta, as discussões vão mostrar uma relação intensa de amor/ódio que rapidamente alastra e envolve o jovem casal convidado.


Excelentes diálogos, uma boa realização do então estreante Mike Nichols, mas sobretudo grandes interpretações fazem deste filme uma verdadeira obra-prima a não perder.


Na época especulou-se muito e disse-se à boca cheia que aquela era a realidade do casal Taylor/Burton e que portanto não tiveram que se esforçar o mínimo para representar as personagens. Para provar o contrário, aqui fica uma foto deles num intervalo da rodagem.



Fizeram muitos filmes juntos, mas este é sem dúvida o melhor.



Por este trabalho, foram os dois nomeados para o oscar do melhor actor e actriz principal: ele perdeu, ela ganhou. Mas mereciam ter ganho os dois.

terça-feira, 4 de maio de 2010

l'année dernière à Marienbad

Este é considerado um dos filmes mais enigmáticos e misteriosos da história do cinema e é também um dos meus favoritos de sempre. Realizado por Alain Resnais e escrito em colaboração com Alain Robbe-Grillet, um dos nomes chave do nouveau roman é um objecto único e indefinível. É uma das obras incontornáveis da nouvelle vague e o arquétipo do "art film" por excelência.


Num hotel de luxo, um homem encontra uma mulher que diz ter conhecido no ano anterior no mesmo local. Ela nega ser essa pessoa, mas os seus actos são ambíguos e as respostas vagas.

Entretanto surge outro homem. Seria o seu marido? Quem é ele afinal? Numa narrativa fragmentada, memórias, fotos, frases ditas, entoações. Um crime pode ter acontecido… A narrativa remói fragmentos da memória, mas será que essas memórias são verdadeiras? O que aconteceu de facto no ano anterior em Marienbad?
Este filme não teria a força que tem sem a presença extraordinária da Delphine Seyrig (1932-1990), uma grande actriz, com um talento e elegância raras. Trabalhou com o Truffaut, Buñuel, Demy, Losey e com a Marguerite Duras na obra-prima "India Song".



Imprescindível.

sábado, 24 de abril de 2010

decepção


Esta história verídica de um gay que se assume tardiamente e entra numa onda de esquemas fraudulentos para sustentar uma vida de luxos, dava certamente um excelente filme. Mas não é este e por duas grandes razões.


A primeira é o Jim Carrey, um erro crasso de casting. A história do filme é tão mirabolante que precisava de um protagonista que lhe desse alguma credibilidade e o Jim Carrey com as caretas e as macacadas arruina o filme.

O Rodrigo Santoro :P tem um pequeno papel o que muito nos alegrou lol. Somos fãs!


A segunda cabe aos realizadores que nunca se definem. Nunca sabemos bem se estamos a ver uma história de amor ou um filme sobre as peripécias de um "escape artist".


A contrastar, o Ewan McGregor tem uma excelente interpretação, com momentos comoventes mesmo. Mas não chega para salvar o filme.

Absolutamente dispensável.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

dolce vita

Ando a ler este livro que reúne algumas das mais célebres fotografias dos paparazzos italianos durante os anos 50/60/70.



É uma viagem visual que documenta o nascimento e a consolidação da mítica Dolce Vita numa Itália povoada por estrelas de cinema, cantores e figuras do jet set. Num mundo que queria esquecer rapidamente a II guerra mundial, fazer sonhar era o escape para apagar todas as mazelas. E os paparazzos descobriram como.


Para além das fotografias, a maior parte delas notáveis, o que mais impressiona é serem verdadeiros documentos de uma época fervilhante de criatividade, glamour e agitação social. O livro é também uma viagem pelo cinema italiano, pelos anos de ouro da Cinecittá e contém entrevistas com 22 dos mais relevantes paparazzos da época. Este aspecto é um dos pontos altos desta obra porque nos permite partilhar algumas informações preciosas.




Fellini na Via Veneto

Vale a pena.

sábado, 17 de abril de 2010

o toque da medusa

Hoje fomos ver a versão 2010 do "Confronto de Titãs" cuja adaptação de culto é a versão dos anos 80 com o Harry Hamlyn e a Ursula Andress, uma verdadeira delícia para se ver na televisão e dar umas boas gargalhadas com os efeitos especiais.


No entanto nós adoramos mitologia e o argumento do filme, a luta de Perseu contra o seu pai Zeus e Hades deus do submundo é razão suficiente para ver este remake. Mas a história desta luta titânica entre deuses, semi-deuses e homens é muito rica e complexa. É aqui que os realizadores se espalham, é de facto muita informação, mas o desafio é esse. Nesta versão acontece precisamente o mesmo, a maior parte dos episódios são contados atabalhoadamente, privilegiando as cenas de acção. Uma pena.


Um dos episódios que eu mais gosto é o da Medusa que, amaldiçoada pela deusa Athena, é transformada numa espécie de mulher cobra com serpentes em vez de cabelos. Perseu tem que a encontrar e decapitá-la. Mas a Medusa tem um olhar que transforma em pedra todos os que a olham directamente nos olhos.
Este episódio contém todos os ingredientes de um filme de aventuras e aqui está relativamente bem tratado. Mas os efeitos especiais são maus e às tantas parece que estamos dentro de um jogo de video.




Apesar de tudo, o filme acaba por funcionar como um típico filme de aventuras com um argumento um bocadinho melhor que a média. Já não é mau, mas podia ser muito melhor.